quinta-feira, 4 de março de 2010

o silêncio



Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade

2 comentários:

  1. quietude...não é?

    e do poema gostas? Eugénio de Andrade tem poemas de que gosto muito

    ResponderEliminar