domingo, 23 de janeiro de 2011

para kendito



Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias
.

Sophia de Mello Breyner Andresen



Sonhar mais um sonho impossível / Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível / Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável / Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável / Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão / Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber / Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer / Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei / For meu leito e perdão
Vou saber que valeu / Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for / Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor / Brotar do impossível chão


Composição: Joe Darion, Mitch Leigh (versão em português de Chico Buarque)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

decir:hacer

Entre lo que veo y digo ,
entre lo que digo y callo
entre lo que callo y sueño ,
entre lo que sueño y olvido ,
la poesía .


Se desliza
entre el sí y el no :
dice
lo que callo ,
calla
lo que digo ,
sueña
lo que olvido .

No es un decir :
es un hacer .

Es un hacer
que es un decir .

Octavio Paz

(desenho:beatriz trixix)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

a vida





A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;

a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;

a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.

Nuno Júdice

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

dos livros que...






A grande arte é a porta de entrada para o divino. As pinturas desta galeria celestial têm a sua origem na antiga sabedoria das tradições budista e hindu, a qual durante séculos expressou alguns dos mais profundos conhecimentos espirituais sobre a humanidade. Ao mesmo tempo, estas sumptuosas imagens transcendem totalmente o seu local de origem. Enquanto expressões arquetípicas de uma visão livre, estas pinturas refletem no fundo o nosso potencial mais íntimo: a possibilidade de total liberdade espiritual ou iluminação.

Romio Shrestha é descendente de uma longa linhagem de visionários himalaicos que vêem a arte como a revelação de verdades transpessoais e não do ego individual. A Galeria Celestial de Romio convida o leitor a entrar num mundo onde as qualidades espirituais adormecidas se manifestam na sua totalidade. Quando observamos estas pinturas extraordinárias, somos transportados para os mais íntimos lugares da mente – um sítio no qual tudo é possível. Este reino visionário de divindades pacíficas e iradas é conhecido pelos budistas como Sambhogakaya, o “corpo do prazer perfeito”. - prólogo de Deepak Chopra

Galeria Celestial
Romio Shrestha







As Deusas da Galeria Celestial representam o feminino em todos os seus estados divinos e diabólicos; eles são expressões da energia de Shakti e reflexos dos estados femininos de consciência.

O contacto com esta galeria de deusas é compreender que estas visões transcendem a página impressa; ao fechar os olhos, permitimos que a deusa habite a nossa visão por onde quer que viajemos. - prólogo de Deepak Chopra

Deusas da Galeria Celestial
Romio Shrestha

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

dos livros que me ofereceram este Natal





"Kama Sutra" de Deepak Chopra